CONFIRA aqui o artigo que publiquei no Jornal O Popular
Goiânia está a sete anos de chegar ao seu centenário com 2.774,7% habitantes a mais que
os 50 mil que foram projetados por por Attílio Corrêa Lima e pelo ex-governador Pedro
Ludovico Teixeira. Eles tiveram a ousadia de esboçar a nossa Capital e planejar o que se
tornou gigante. Àquela cidade projetada segue sendo desenhada constantemente. Perdeu o
‘jeito de interior’ que tínhamos há décadas para nos tornarmos uma cidade cosmopolita,
com prédios em todos os cantos e movimentos para todos estilos, gêneros, religiões,
classes econômicas e idades.
Aqui, movimentamos a economia de Goiás há 93 anos. Temos um Produto Interno Bruto
(PIB) de R$ 75,8 bilhões, concentramos 31% das empresas de todo Estado que geraram
524.671 empregos regulares, com carteira de trabalho assinada e uma nova arrecadação, o
turismo: aqui passam brasileiros de todos os cantos que passam por nossas clínicas e
hospitais para realizar cirurgias e procedimentos estéticos, que vêm para o MotoGP,
eventos esportivos, religiosos e shows e que são importantes para a nossa arrecadação.
Goiânia também se destaca, cada vez mais, por palestras e seminários que envolvem
setores da saúde, pelos congressos e shows religiosos, do sertanejo e do movimento
arquitetônico, que segue em nossa essência. Nosso acervo Art Déco precisa ser cada vez
mais valorizado, tanto para preservar a cultura quanto para ampliar o reconhecimento desse
patrimônio entre os 1,5 milhão de goianienses, que nem sempre conhecem todo o potencial
da Capital.
Estão em nossas mãos o lápis e o papel para projetar a Goiânia dos 100 anos. Nossa
missão é, cada vez mais, valorizar tudo isso que é nosso e que é potencial para melhorar a
qualidade de vida dos goianienses com geração de emprego, renda e movimentando a
nossa economia, o turismo econômico, médico, religioso, de eventos e também o
agroeconômico.
Goiânia precisa conciliar o potencial econômico e cosmopolita de uma grande metrópole
com o que há de melhor em sua história: os parques, que oferecem espaços de convivência
para as famílias e ajudam a preservar a identidade goianiense; o patrimônio Art Déco, que
projeta a cidade nacional e internacionalmente; e um Centro Vivo, habitado, com
oportunidades de trabalho e renda e programação cultural, como complemento ao programa
Morar no Centro.
A Goiânia contemporânea precisa devolver o espaço ao pedestre, valorizar o nosso
transporte público municipal e condições de receber os veículos que enchem nossas ruas e
avenidas, disputam espaços e que precisam ser resolvidos sem derrubar árvores e acabar
com as nossas áreas verdes.
A Goiânia do Futuro passou pelas mãos de quem desenhou o lugar que se tornou nossa
casa, mesmo sem terem nos conhecido. Atílio e Pedro Luduvico planejaram a nossa cidade
e mostraram que é possível crescer sem perder nossa essência. Nós temos o esboço que
deu certo. Agora é a nossa vez de desenhar o que vem depois, para os 100, os 200, os 500
anos, ainda com a essência de uma cidade sustentável e próspera.